domingo, 10 de abril de 2011

Escrever sem Compromissos

O que escrever quando não há o que dizer nesta linda madrugada?
Num momento em que muitos já se encontram imergidos por um sono tão profundo que nem o leve passar deste lápis nestas folhas de caderno, nem o bruto forçar de uma caneta de ponta grossa em folhas de cartolina os acordariam.

Agora, já tanta coisa que passa pela cabeça e tanto para dizer que muito fica até por dizer. Não por esquecimento, mas porque não é suposto serem ouvidas, ou até pensadas.

Ouço algo que me traz memórias dum momento reconhecido por pouca gente mas extremamente feliz.
Feliz para mim pelas companhias, pelo ambiente, pela alegria, pela dança ...
A dança que é um prazer na minha vida. Enquanto puder dançar, deixar-me levar pelo som em noites que o álcool pode ser dispensado, a vida e perfeita!

Experimentar! Esta parece ser uma palavra vulgar. É tantas vezes usada para expressar tanto que pode chegar a servir de desculpa para os que não sabem o que dizer, os que não o querem dizer, ou os que têm medo ou vergonha de dizer.

Chego a um momento em que a vontade de continuar a escrever é muita.
Se pudesse, escrevia até adormecer, ou os meus dedos caíssem das minhas mãos, ou apenas me repreendessem, enviando-me para a cama.

Mas este é o momento ...

O pior já passou!

Sentir-se bem ...

Não é estranho para alguém se sentir assim. É inexplicável, mas explícito!

Quando parece que tudo está errado e que o tecto está prestes a desabar, todos pensam que conseguem ser os heróis/heroínas. Mas não é bem assim.
Quando todos ficam com a horrível impressão de que fracassaram, apercebem-se que não havia como evitar.
Quando se tem a oportunidade de ver o resultado do lado de fora dá para perceber que o estrago não foi tão grande como se imaginava ser.

O pior é quando há quem não queira afastar-se por pensar que o desastre foi tão grande que já nem vale a pena.

O medo ...

Depois de passar pelo medo é que uma pessoa se apercebe daquilo que passou.
Viver na ilusão? Para quê?
Acordem! Olhem em volta! Olhem para trás e reconheçam o que fizeram.
Olhem para a frente e sigam! Amadureçam! Evoluam!

Vivendo Feliz

A viver a minha vida ... Mas sem me preocupar.

Surgem então algumas dúvidas. Perguntas que faço a mim mesmo mas que ainda desconheço as respostas.
Algumas até sei responder, mas as conclusões deixam-me com o pensamento baralhado e fico céptico por não acreditar mais no que deveria ser importante. Começo a pôr em questão, tudo aquilo que me era dado como certo, mas que a mudança veio para provar o contrário.

Tudo é incerto, não conseguimos prever jamais o amanhã. Não podemos ter garantias de nada pois nada irá continuar a ser definitivamente igual.
Então, porque não viver o presente mais intensamente, sem nos preocuparmos com o que virá amanhã.

A preocupação pode ser acerca do vem agora, neste preciso momento. O que pensar, o que fazer, o que sentir, o que dar, o que receber ...
Planear não é errado. É apenas precaução e isso pode ser necessário para evitar erros, prevenir qualquer malefício. Tentando ser melhor, dar sempre o nosso melhor, é importante para que não tenhamos dúvidas acerca do problema.
Devemos viver a vida sem estarmos sempre a indagar acerca do futuro.

O futuro pode abrir muitas portas, mas também pode fechar aquelas que não aproveitarmos agora.
Então, aproveitemos para fazer o melhor e correr atrás das oportunidades dadas pelo presente e pelo futuro, para que não nos venhamos a arrepender de nao o ter feito.

Devemos tirar proveito de tudo que é verdadeiro, tudo aquilo que realmente queremos. Ou, fazer os possíveis para que assim seja.

Ser feliz ... lutar pelos nossos sonhos ... mesmo que por momentos!